Contexto do crime
Na madrugada de segunda-feira, 12 de outubro de 2026, uma mulher trans identificada como Jade, de 43 anos, foi brutalmente agredida em Barretos, SP. O crime ocorreu na Praça São Benedito, onde a vítima foi apedrejada e espancada por dois homens. Imagens de câmeras de segurança registraram a violência que, de acordo com testemunhas, foi intensa e aterrorizante.
Jade foi encontrada gravemente ferida e precisou ser levada à Santa Casa da cidade, onde permanece internada em estado grave, mas estável. A agressão gerou repúdio e indignação entre amigos e familiares, que clamam por justiça em relação ao ato de violência cometido contra ela.
Identidade da vítima
Jade é conhecida por sua generosidade e por ajudar pessoas em situação de vulnerabilidade, frequentemente acolhendo moradores de rua em sua casa. Sua irmã, Janaina Cristina dos Santos, descreveu Jade como uma pessoa educada e solidária, que sempre fez o bem aos que a rodeiam. Embora a vítima tenha enfrentado dificuldades relacionadas ao uso de álcool e drogas, Janaina garantiu que Jade estava sóbria e lúcida no momento que passou pela casa pouco antes da agressão.

A família está devastada com a situação e expressou sua vontade de ver justiça feita. Janaina relatou que Jade estava irreconhecível após a brutalidade que sofreu, e a mãe da vítima, Marisa dos Santos Oliveira, declarou seu sofrimento ao ver a filha ferida e em estado grave.
Desdobramentos da investigação
A Polícia Civil de Barretos abriu uma investigação sobre o caso, tratando-o como uma tentativa de homicídio. Um dos agressores, um lavrador de 35 anos identificado como Adilson Pereira, foi preso em flagrante ao lado de Jade, enquanto o segundo envolvido no ataque ainda está foragido. O delegado responsável pelo caso, Guilherme Carvalho, está apurando a motivação do crime e as circunstâncias em que aconteceu.
O motorista de aplicativo que testemunhou a agressão acabou chamando a polícia após tentar, sem sucesso, ajudar Jade. Sua descrição dos eventos ressalta a gravidade da violência, com um dos agressores proferindo ameaças a quem tentava intervir. A polícia continua à procura do segundo homem, que ainda não foi localizado.
Reação da comunidade
A agressão a mulher trans em Barretos provocou uma forte reação na comunidade local, incluindo uma declaração de repúdio da Igreja Católica. O bispo Dom Milton Kenan Júnior se manifestou publicamente, exigindo justiça e condenando a violência. Ele enfatizou a importância da dignidade humana e a necessidade de um resposta firme contra atos de violência dessa natureza.
A situação de Jade refletiu uma preocupação maior em relação à segurança e aos direitos das pessoas trans em Barretos e no Brasil. A repercussão do caso trouxe à tona o debate sobre a violência de gênero e os desafios enfrentados pela comunidade LGBTQIA+ diante de agressões ou discriminações.

