Câncer de mama: jornalista descobre tumor na 1ª mamografia

A jornalista Suélen Giron, de 43 anos, descobriu um câncer de mama em março de 2026, após realizar sua primeira mamografia. Segundo o relato dela, o diagnóstico levou a mudanças na forma como encara a vida e o trabalho.

Em 2025, uma entrevista ao vivo com uma médica sobre o Outubro Rosa fez Suélen refletir sobre os exames que recomendava às ouvintes da rádio em que trabalha, na região de Araçatuba (SP). Ela estava havia três anos sem acompanhamento médico.

Depois de receber o diagnóstico, a jornalista buscou tratamento no Hospital de Amor de Barretos (SP). Em relato publicado em 31 de outubro de 2026, contou que está em remissão e segue em acompanhamento.

A história reúne o caminho entre a entrevista, os exames e o tratamento, além do apoio recebido pela jornalista. Suélen também passou a usar sua experiência para falar sobre diagnóstico precoce e prevenção do câncer de mama.

Entrevista sobre o Outubro Rosa levou à retomada dos exames

Suélen contou que, ao ouvir a médica falar sobre prevenção, decidiu procurar a ginecologista antes mesmo de a entrevista terminar. Ela, porém, adiou a consulta por alguns meses e só marcou os exames depois de pensar em atualizar o acompanhamento.

Em janeiro de 2026, passou por consulta e, em março, agendou exames de imagem de uma só vez: mamografia, ultrassom das mamas e exame da tireoide. O resultado da biópsia confirmou um carcinoma mamário invasivo.

Ao compartilhar o diagnóstico com pessoas próximas, a jornalista ouviu de 11 mulheres que também estavam com exames atrasados. Algumas tinham acesso a planos de saúde e informações médicas; Suélen disse que várias, como ela, acreditavam que poderiam deixar os cuidados para depois ou não tinham histórico familiar da doença.

Diagnóstico e tratamento no Hospital de Amor de Barretos

A biópsia identificou um nódulo de sete milímetros, pequeno e quase impossível de palpar, na região do decote. Suélen abriu o resultado dentro do carro, sozinha, e relatou que chorou após entender que o exame indicava câncer.



Em 12 de março, quando esperava estar com os exames em dia, ela recebeu a confirmação do diagnóstico. O exame imuno-histoquímico apontou que o tumor era hormonal, informação considerada na definição do tratamento.

Como o nódulo era pequeno e o tumor não era agressivo, a jornalista foi encaminhada diretamente para uma cirurgia conservadora, que retirou apenas o nódulo. Ela não precisou fazer quimioterapia, mas passou por três semanas de radioterapia.

Suélen descreveu a radioterapia como a etapa mais difícil, em parte por estar longe da família e do filho durante o tratamento em Barretos. Também relatou um cansaço intenso, que comparou à rotina exigente de ser mãe solo, jornalista e professora de oratória.

Apoio da família e incentivo à prevenção sem culpa

Enquanto estava em Barretos, Suélen começou a falar sobre a doença nas redes sociais depois de entender como seria o tratamento e avaliar seu estado emocional. Ela expôs também a vulnerabilidade de ficar distante do filho, embora dissesse que procurava manter a força durante o processo.

O pai, a mãe, os tios e pessoas ligadas à família do filho ofereceram apoio durante as sessões de radioterapia. A jornalista contou que essa rede esteve presente, mas reconheceu que algumas partes do tratamento precisou enfrentar por conta própria.

Ao tocar o sino que marcou o fim do tratamento, Suélen chorou, depois de conter as lágrimas em muitos momentos. A cirurgia preservou a mama e retirou apenas o nódulo; a cicatriz ficou próxima à aréola, resultado que ela atribuiu ao trabalho de oncoplastia.

O acompanhamento inclui hormonioterapia com previsão de cinco anos, para bloquear a ação do estrogênio e da progesterona na mama. Em palestras e conversas sobre prevenção, Suélen também diz que tenta não se culpar pelo câncer e que busca confiar nos médicos durante o tratamento.



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