O que é “Meu Nome: Mamãe”?
“Meu Nome: Mamãe” é uma experiência teatral que explora a relação entre um filho e sua mãe, que vive com Alzheimer. Este espetáculo foi criado e é encenado por Aury Porto, que também é o fundador da mundana companhia. A montagem tem como objetivo não apenas relatar uma história pessoal, mas também propiciar uma reflexão mais profunda sobre o amor, a memória e o que permanece mesmo em meio às dificuldades trazidas pela doença.
Quem é Aury Porto?
Aury Porto é um artista multifacetado, conhecido por suas contribuições ao teatro contemporâneo brasileiro. Como idealizador e ator de “Meu Nome: Mamãe”, ele traz à cena experiências autobiográficas que desafiam a percepção comum sobre o Alzheimer. Sua trajetória no mundo das artes cênicas é marcada por um desejo de conectar experiências pessoais com questões sociais mais amplas, utilizando o palco como um espaço de diálogo e conscientização.
Onde e Quando Acontecerá?
O espetáculo será realizado no Teatro Cine Barretos Osório Falleiros da Rocha, localizado na Rua Vinte, 864, no Centro de Barretos (SP). As apresentações estão agendadas para os dias 28 e 29 de março de 2026, com o horário de início marcado para as 19h30 no primeiro dia e 20 horas no segundo dia.

A Importância do Acesso Ampliado
Um dos pontos destacados deste espetáculo é o compromisso com a inclusão. Com o apoio da Prefeitura Municipal de Barretos e da Secretaria de Cultura, estão sendo oferecidos ingressos solidários, no valor de 1 kg de alimento não perecível ou 1 litro de leite. Além disso, no dia 28 a sessão contará com tradução em Libras, garantindo que todos possam vivenciar a obra, independentemente de suas limitações auditivas.
Temas Abordados no Espetáculo
Entre os temas centrais abordados em “Meu Nome: Mamãe”, destaca-se a complexidade da memória e suas falhas. O espetáculo desvenda a realidade do Alzheimer de uma forma sensível, trazendo à tona não apenas o sofrimento, mas também a beleza e a continuidade do amor entre mãe e filho. Aury Porto propõe uma análise sobre como a relação se transforma com as dificuldades, explorando novas formas de conexão que vão além das palavras e da memória.
A Relação entre Mãe e Filho
O laço entre Aury e sua mãe é o coração pulsante da narrativa. Durante quase duas décadas, sua mãe convive com Alzheimer, e a peça se desenvolve a partir dessa experiência de convivência. Aury menciona como as histórias que compartilharam ao longo dos anos, inicialmente contadas de forma leve e bem-humorada entre amigos, revelaram-se uma fonte rica para o teatro. Ele ressalta que a obra não é apenas sobre as limitações impostas pela doença, mas sim sobre o que ainda é possível construir na relação.
O Processo Criativo de Aury Porto
A criação da peça é resultado de um processo introspectivo e sensível. Aury levou em consideração suas vivências e a dinâmica familiar, conseguindo transformar sua experiência em arte. Ele evidencia que seu objetivo ao trazer essas histórias para o palco é criar um espaço de reflexão para o público, permitindo que outros também vejam e sintam as nuances da convivência com uma pessoa que padece da doença. Em suas palavras, é uma construção de significados a partir de fragmentos da vida.
Elementos Visuais da Montagem
A cenografia de “Meu Nome: Mamãe” traz elementos visuais que remetem ao cotidiano e à cultura nordestina. A direção de arte, realizada por Flora Belotti, tem um papel fundamental ao criar um ambiente familiar e ao mesmo tempo evocativo. A montagem utiliza recursos visuais que simbolizam a memória e as experiências da vida simples, proporcionando ao público uma conexão mais intensa com a narrativa.
O Papel da Direção e da Dramaturgia
A direção do espetáculo está nas mãos de Janaina Leite, que agrega uma pesquisa cênica ao material autobiográfico. Ela enfatiza como o tratamento da doença pela família revela novas dimensões de presença e comunicação. O texto de dramaturgia, elaborado por Claudiag Barral, utiliza fragmentos e sobreposições que imitam o fluxo da memória, enriquecendo a narrativa e proporcionando uma experiência visceral ao espectador.
Reflexões sobre Envelhecimento e Cuidado
Além de sua realização artística, “Meu Nome: Mamãe” provoca importantes reflexões sobre o envelhecimento, o cuidado e a solidariedade em uma sociedade que enfrenta o aumento dos casos de Alzheimer. Aury Porto menciona a necessidade de discutir mais abertamente a violência silenciosa que afeta aqueles que cuidam e são cuidados, e convida a audiência a enxergar esses temas com empatia e humanidade. Ele encerra com a importante mensagem de que o espetáculo é um convite para que todos olhem para a velhice e o cuidado de maneira menos temerosa e mais próxima.

