A agressão contra Jade, mulher trans de 43 anos, em Barretos deixou a vítima internada em estado grave na UTI da Santa Casa. A mãe dela, Marisa dos Santos Oliveira, pediu justiça e afirmou: “Meu coração está estraçalhado”.
O ataque ocorreu na madrugada de segunda-feira, 12 de outubro, nos arredores da Praça São Benedito. Câmeras de segurança registraram as agressões.
Um motorista de aplicativo presenciou o crime, acionou a Polícia Militar e foi à delegacia pedir ajuda. A vítima foi socorrida em Barretos, no interior de São Paulo.

A Polícia Civil investiga o caso como tentativa de homicídio. Um homem foi preso em flagrante, e os investigadores buscam identificar e localizar o segundo envolvido.
Imagens registram ataque e motorista ajuda no socorro
As gravações das câmeras mostram Jade caída e quase imóvel, recebendo chutes na cabeça e pisões no peito. Segundo as imagens, Adilson Pereira, sem camisa, também a sufocou, enquanto um segundo homem, ainda não identificado, desferiu socos.
O áudio registra Pereira acusando Jade de ter furtado um celular. Marisa dos Santos Oliveira negou a acusação e afirmou que a filha não roubou o aparelho.
De acordo com o motorista de aplicativo que presenciou a agressão contra mulher trans em Barretos, um dos homens ficou na esquina com um tijolo e bloqueou a passagem de veículos. O motorista relatou que o agressor desafiou as pessoas a chamar a Polícia Militar, e outro carro precisou dar marcha à ré.
Na terceira tentativa de atravessar a região, o motorista deixou os passageiros na Rua 28. Ao voltar, encontrou Jade caída no asfalto e cercada de sangue; depois, foi à delegacia pedir ajuda, e uma viatura chegou ao local.
Mãe pede justiça enquanto polícia procura segundo envolvido
Marisa contou que Jade tem sequelas motoras de um acidente anterior, com limitações em um braço e uma perna. A mãe afirmou que a filha não conseguiria sequer dar um empurrão e disse que ela não merecia passar por aquilo.
Antes da agressão, Jade chegou a ficar internada por 45 dias após o acidente, segundo Marisa. A pensionista descreveu a situação como um sofrimento para a família e pediu justiça.
Conforme a Polícia Civil, Pereira confessou as agressões e alegou que agiu porque Jade teria furtado seu celular. O delegado Guilherme Carvalho de Oliveira afirmou que o lavrador não demonstrou arrependimento; a prisão em flagrante foi convertida em preventiva pela Justiça, e a defesa dele não havia sido localizada para comentar o caso.
O motorista relatou que Pereira disse aos policiais que continuaria agredindo Jade se não tivesse sido interrompido. As câmeras também registraram a participação de outro homem, que ainda não foi identificado, e a Polícia Civil busca informações para localizá-lo.


