Detalhes da agressão
Uma mulher trans agredida em Barretos, identificada como Jade, de 43 anos, está internada em estado grave após ser apedrejada e espancada por dois homens. O incidente ocorreu na madrugada de 12 de outubro, na Praça São Benedito, próxima à rodoviária da cidade. A Polícia Militar prendeu um dos suspeitos no local, que alegou que Jade havia furtado seu celular.
No entanto, amigos e familiares da vítima contestam essa versão, afirmando que Jade não cometeu nenhum furto e que o aparelho havia sido deixado na mão dela por outra pessoa antes da agressão.
Alegações do suspeito e contestação
Os suspeitos da agressão alegam que o ataque foi motivado por um furto, mas relatos sobre o ocorrido indicam que Jade não tinha a intenção de roubar o celular. Durante a confusão, testemunhas observaram que o aparelho foi deixado por um terceiro que, assustado, fugiu, o que levou à brutalidade dos agressores. A Secretaria de Segurança Pública de São Paulo ainda não se manifestou sobre a abertura de um inquérito para apurar o caso.

Jade, que é uma personalidade conhecida na cidade, é descrita por seus amigos como alguém educada e respeitosa. A agressão é considerada por muitos como um ato de preconceito contra pessoas trans, refletindo a falta de protocolos e serviços adequados para a população LGBTQIA+ em Barretos.
Enquanto isso, Jade se recupera na Santa Casa da cidade, onde os médicos discutem a gravidade de suas lesões, que incluem deformações na região do rosto e na cabeça. As autoridades continuam a investigar o caso, mas até o momento não há detalhes sobre o estado de saúde da vítima sendo fornecidos pela instituição médica.

